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Archive for the ‘Poder Brasil’ Category

6 bilhões de reais para 2.000 veículos blindados Guarani para o Exército

28 de novembro de 2009 6 comentários

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva autorizou anteontem o investimento de R$ 6 bilhões ao longo de 20 anos na construção de mais de 2.000 blindados para reequipar o Exército, afirmou o ministro Nelson Jobim (Defesa).

Segundo Jobim, o projeto Veículo Blindado Sobre Rodas já tem alocação orçamentária. Os novos blindados, que serão chamados de Guarani, serão construídos na fábrica da Fiat/ Iveco, em Sete Lagoas (MG).

“Ele vai substituir todo o sistema de mobilidade do Exército”, disse o ministro, após a troca de comando no 1º Distrito Naval, no Rio. Além da construção dos Guaranis (chamados na fase de projeto de Urutu 3), o ministro disse que os blindados Urutu e Cascavel, considerados obsoletos e que eram produzidos pela falida Engesa (que chegou a exportá-los para cerca de 20 países), serão reformados para compor a frota da Força.

Em abril, o Guarani foi apresentado na feira de material de defesa Laad 2009 (Latin America Aerospace & Defence), no Rio. O custo estimado de cada unidade era de US$ 1,5 milhão (R$ 2,6 milhões). Jobim disse que a verba para os blindados será gasta ao longo de 20 anos com “entre 2.000 e 3.000 blindados”. O total, hoje, permite a construção de 2.285 Guaranis.

A declaração do ministro é feita após o governo Lula reequipar a Marinha com novos submarinos franceses e na fase final da compra de novos caças para a Aeronáutica. O Exército ainda não havia sido contemplado por grandes investimentos do governo federal. Queixando-se do abandono, o Exército chegou a suspender o expediente na manhã de segunda e na tarde de sexta, alegando a necessidade de economizar.

A Folha revelou anteontem que técnicos do Exército foram à Rússia para negociar a compra de um novo sistema antiaéreo. O Centro de Comunicação Social do Exército, procurado pela Folha, não forneceu informações adicionais sobre o projeto nem o número de blindados da Força.

Segundo o Instituto Internacional para Estudos Estratégicos, o Brasil tem 803 blindados de transporte de pessoal e 409 Cascavéis.

CategoriasExército, Poder Brasil

Brasil negocia a compra de sistema antiaéreo da Rússia

26 de novembro de 2009 Deixe um comentário

Tor-M2E 1

Acordo pode elevar tensão militar na América Latina e criar atrito com os EUA – Tor-M2E é a mais recente geração de um sistema de defesa com mísseis terra-ar da Rússia; Chávez comprou um modelo mais antigo

Igor Gielow

vinheta-clipping-forteO Exército brasileiro negocia com o governo da Rússia a aquisição de um sistema de defesa antiaérea inédito no país. Se realizada, a compra mudará o Brasil de patamar em termos de capacidade de defesa, acrescentará temperatura ao processo de militarização da América Latina e poderá provocar reações em Washington.

Uma comitiva brasileira esteve em agosto na Rússia para avaliar o sistema, o Tor-M2E. Uma equipe de dez técnicos russos irá expor mais detalhes de sua proposta em uma reunião hoje no Quartel-General do Exército, em Brasília.

O Tor-M2E é a mais recente geração de um sistema de defesa com mísseis terra-ar desenvolvido na antiga União Soviética. É considerado o mais eficaz modelo em operação no mundo. Ele serve para abater aviões, helicópteros, armas de alta precisão e mísseis, usando radar. Sendo de curto alcance, visa proteger cidades e instalações estratégicas.

Hoje, a defesa antiaérea quase inexiste no Brasil, sendo restrita a menos de 200 canhões com projeto dos anos 50, 112 lançadores portáteis russos Igla e alguns franceses Mistral. Não há meios para abater mísseis e, se um avião supersônico penetrar perigosamente o espaço aéreo brasileiro, irá ser confrontado apenas por aviões como o Mirage-2000 ou o F-5.

O diretor de Material do Exército, general Sinclair Mayer, confirma o interesse, mas diz que o negócio ainda está na fase das “tratativas” e que depende de recursos hoje inexistentes: “Como sabemos, nossas demandas de maior importância são grandes. Mas sim, do ponto de vista de defesa antiaérea, estamos desguarnecidos”.

Sistema caro

Tor-M2E 2

O Tor é uma arma cara. Uma bateria completa, com quatro lançadores, um veículo de comando, carros de apoio, logística e mísseis não sai por menos de US$ 300 milhões (R$ 520 milhões). Mas como a tradicional anemia orçamentária militar brasileira está numa fase de reversão, envolvidos no processo acreditam que o dinheiro poderá aparecer via créditos adicionais ou financiamentos de longo prazo a serem incluídos no Orçamento. No projeto de lei do Orçamento enviado ao Congresso, só R$ 640 milhões dos R$ 24 bilhões destinados ao Comando do Exército são para investimentos.

O exemplo mais recente dessa reversão foi o acordo militar com a França, no qual o Brasil comprará submarinos e helicópteros de Paris a um custo de mais de R$ 22,5 bilhões.

Está na reta final também o negócio para a aquisição dos novos caças da FAB, 36 unidades a cerca de R$ 10 bilhões. Novamente, aqui os franceses com seu Rafale são os escolhidos pelo governo, como disse novamente ontem o ministro Nelson Jobim (Defesa) -embora os concorrentes sueco e americano ainda tentem reverter a decisão política.

Do ponto de vista militar, dependendo de sua alocação, o sistema de mísseis mudaria o patamar de defesa aérea do Brasil, embora não altere o balanço estratégico regional. U-ma dúzia de países usa modelos Tor. A Venezuela comprou 12 unidades duma versão anterior à oferecida ao Brasil, o Tor-M1, cujos primeiros lançadores serão entregues em 2010. O Chile já opera há mais tempo um sistema menos capaz, francês, para proteger suas bases aéreas.

Politicamente, há possibilidade de uma eventual compra transformar-se em mais um capítulo dos assuntos espinhosos a serem tratados com os EUA.

No estágio inicial da licitação dos caças, um dos motivos que desclassificou o russo Sukhoi foi uma pressão velada de Washington, que não gostaria de ver um mercado de armas de Moscou montado na região -por conta de embargo americano, o venezuelano Hugo Chávez comprou bilhões de dólares em armas da Rússia. De todo modo, o Brasil fez posteriormente um negócio com os russos, comprando helicópteros.

Uma venda recente de modelos Tor-M1 para o Irã foi duramente criticada pelos EUA. O sistema pode dissuadir um ataque com aviões de Israel a centrais nucleares iranianas.

Mesmo que tenha sido discreto sobre as intenções do Exército, o general Mayer deu a senha sobre os interesses na negociação. “O problema desses sistemas é que eles se desatualizam rapidamente”, disse, defendendo a necessidade de dominar novas tecnologias.

E citou também a China como país promissor no campo de defesa antiaérea. Jobim acaba de voltar de uma viagem ao país asiático justamente para discutir parcerias militares.

Tor-M2E 3

BASIC PERFORMANCE CHARACTERISTICS

Minimal horizontal killing range at height: 10 m / more than 100 m 1, 500 m / not more than 1,000 m
Number of simultaneously processed targets 48
Number of simultaneously tracked targets with their threat level ranking 10
Possibility to exchange radar information between two CVs available
Capability to protect against modern special self-cover jamming enhanced
Missile launching vertical
Antiaircraft guided missile ammunition in CV, pcs 8 (in two antiaircraft missile modules)
CV loading time, min. 18
CV deployment time from travelling to combat position, min 3
CV speed, km/h highway / dirt road up to 80 / up to 30
Fuel endurance, km (at two-hour equipment operation) 500
CV maximum weight, kg 30
CV crew, persons 3

KILLING ZONE OF ADMS “TOR-М2Е” CV

Target parameters In height, m In range, m By course parameter, m
Speed 300 m/s from 10 to 10,000 from 1,000 tо 12,000 up to 8,000
Speed 600 m/s from 10 to 6,000 up to 12,000 up to 7,000
Speed 420 m/s, firing in pursuit - from 1,500 tо 10,000 from 1,000 tо 8,000
HPW with SCS* more than 0.1 sq. m, speed up to 700 m/s from 50 tо 6,000 from 1,500 tо 7,000 up to 6,000

*SCS – scattering cross-section

FONTE: Folha de São Paulo

By.Poder Aéreo

CategoriasPoder Brasil

A empresa Saab acha que o caça Gripen vai ser o eleito

4 de novembro de 2009 Deixe um comentário
Saab se diz convicta de que Gripen será o eleito

Fonte: Tânia Monteiro (Estadão) – Via Aviation News

 
Diretor da empresa argumenta que só o caça sueco não é um ‘produto de prateleira’

A Saab, empresa sueca fabricante do caça Gripen, afirma que se convenceu de que será a escolhida pelo Comando da Aeronáutica para equipar a Força Aérea Brasileira. “Oferecemos uma proposta que atende aos itens da Estratégia Nacional de Defesa, valorizando a transferência tecnológica com participação no desenvolvimento do projeto”, disse o diretor-geral da Saab, Bengt Janér.

Ele lembrou que o ministro da Defesa, Nelson Jobim, tem dito que o Brasil não aceita mais comprar “produtos de prateleira” e, foi usando essa lógica que fez a opção pelo submarino francês de propulsão nuclear. “Seguindo esse raciocínio, nosso produto é o que realmente oferece condições de preencher todos os requisitos da FAB, porque está em desenvolvimento e é um projeto novo em fase de concepção. Os outros dois já estão prontos. São produtos de prateleira, exatamente como o ministro Jobim diz que o Brasil não quer”, declarou Bengt.

“Essa proposta é tudo que nós pilotos sempre sonhamos. Participar do desenvolvimento completo de um projeto, conhecendo cada passo do desenvolvimento do avião”, disse o brigadeiro da reserva Fernando Cima, da Axxa Consultoria, que assessora a Gripen. De acordo com o brigadeiro, o Gripen tem “dez anos de modernidade à frente de qualquer concorrente e é mais eficiente, mais leve, mais econômico, mais barato, oferecerá mais postos de trabalho e é o único que será verdadeiramente produzido na Embraer”.

LOBBY

Na reta final para o anúncio do governo, a guerra de lobbies se acirra e a cada dia as empresas concorrentes apresentam novos atrativos para o Brasil no pacote de compra dos 36 caças, avaliado em R$ 12 bilhões. O comandante da Aeronáutica, brigadeiro Juniti Saito, informou que até o fim do mês a avaliação pela comissão da FAB estará concluída. Depois, será apreciada pelo Alto Comando e encaminhada para o Ministério da Defesa.

Janér afirmou que a Suécia está se comprometendo a estudar a possibilidade de adquirir entre 8 e 12 aviões KC-390, que serão produzidos pela Embraer e ficarão prontos em 2015. O KC-390 substituiria os oito aviões Hércules que a Força Aérea sueca possui e precisam ser trocados nos próximos anos. Ele informou também que, como a Saab é responsável pelo treinamento do governo sueco, a empresa “se compromete a usar o Super Tucano de Embraer para treinar seu pessoal, adaptando-o ao Gripen”. A Saab quer ainda usar o cockpit do Gripen no Super Tucano.

À Embraer, a Saab oferece ser “coproprietária do programa” do novo Gripen. “Será uma parceria efetivamente estratégica, compartilhando propriedade intelectual”, disse Janér, acrescentando que o projeto sueco “é o único que oferecerá propriedade e não apenas acesso ao código fonte da aeronave porque o projeto será desenvolvido em conjunto com a Embraer”. E emendou: “Nesse caso o domínio da tecnologia é real porque vai ser desenvolvida no Brasil, pela Embraer.”

MERCADO

O diretor-geral da Saab disse que nos próximos 20 anos pelo menos 2 mil caças serão substituídos no mundo. “De forma conservadora, poderemos ter pelo menos 10% desse mercado, que significam 200 caças sendo fabricados em conjunto com a Embraer”, declarou. Janér lembrou que antes de o avião ficar pronto, ele já começará a dar lucro para a Embraer porque as partes produzidas no Brasil serão exportadas para a Suécia, para equipar seus caças Explicou ainda que isso acontecerá porque “não haverá replique” de partes da aeronave. Ou seja, haverá partes da aeronave que serão fabricadas no Brasil e outras, na Suécia

Minha Opinião: O  Gripen é o único dos concorrentes que se enquadra na necessidade brasileira de tranferência de tecnologia porquê seria um avião construido em conjunto com  Suécia,bem diferente dos outros dois,a proposta americana diz que irá transferir a tecnologia necessária,dúvidoso ,e a França diz que será irrestrita mas apenas depois do sétimo avião que começará montar no Brasil,ou seja ainda assim estaremos fazendo um (lego)apenas montado pecinhas prontas.

 

Grumecs – Mergulhadores de Combate da Marinha do Brasil

30 de outubro de 2009 Deixe um comentário

RIO – Embarcados no navio Tambaú, perto da Ilha Grande, os alunos “05″ e “10″, os únicos que não pediram para sair dos 15 que entraram no curso de formação do Grupamento de Mergulhadores de Combate da Marinha (Grumec), aguardam, vestidos, o início de mais um exercício de guerra.

Faz frio, mas ali só sobrevive quem resiste a tudo. “Água!”, ordena, assim que pisa no barco, o comandante Michael Aguiar. Prontamente, os alunos se jogam no mar, de roupa e tudo, como mostra a reportagem de Túlio Brandão neste domingo.

Pode parecer exagero aos olhos de um civil, mas Aguiar, coordenador do curso de unidade de operações especiais militares mais longo do Brasil e admirado até pelo temido Batalhão de Operações Especiais (Bope), sabe que situações de guerra são incomparavelmente piores.

Não à toa, o currículo do curso, que dura nove meses, inclui nado de cem metros com mãos e pés amarrados e, na mesma fase, dez quilômetros de natação em mar aberto equipado com minas para explodir cascos, fuzis e todo o aparato de um combatente.

Peneira costuma eliminar até atletas da Marinha

Em terra, nada é mais fácil: na chamada “semana do inferno”, os alunos se tornam prisioneiros de um campo de concentração e são submetidos a uma tensão extrema e à exaustão física.

- Ser de operações especiais é não desistir diante dos obstáculos. É necessário um autocontrole enorme. A metodologia prevê situações de tensão, como a pressão sobre um aluno, tentando provocar a sua desistência.

Ficamos com aqueles que suportam, que são capazes de resistir a tudo. Esses estão preparados para situações que encontramos em missões – diz Aguiar, deixando claro que não se excede. – O curso exige rigidez, mas rigidez não é abuso.

A peneira costuma eliminar até mesmo atletas da Marinha, que suportariam o estresse físico sem problemas. Já houve edições em que ninguém chegou ao fim. Iniciado há 35 anos, o curso formou até hoje apenas 192 mergulhadores de combate.

Desses, há cerca de 50 ativos, em simulações de guerra ou em missões em áreas de fronteira e na chamada Amazônia Azul – nome dado pelos militares à extensa faixa de mar pertencente ao Brasil. Em tempos de pré-sal, o grupamento se torna ainda mais importante.

- Somos a única unidade de ações especiais capaz de retomar uma plataforma de petróleo em poder de algum inimigo – diz o capitão-tenente do Grumec André Teixeira.

A ameaça não é tão distante. A Petrobras chegou a produzir um comercial em que os mergulhadores de combate invadem uma plataforma cheia de sequestradores e reconquistam o território, mas ele acabou não sendo veiculado.

O Bope reconhece a força dos mergulhadores de combate. Rodrigo Pimentel, ex-capitão do batalhão e autor do livro que deu origem ao sucesso “Tropa de Elite”, rasga elogios aos colegas da Marinha:

- Eles têm um diferencial de mergulho, muito claustrofóbico, além de serem formados em guerra de selva, paraquedismo e outras especialidades. Talvez seja a formação mais completa de um curso de unidades especiais. Temos uma admiração grande por eles.

Muito longe dessas discussões, “05″ e “10″ estavam prontos para o exercício de guerra. A missão, acompanhada pelo GLOBO, consistia em montar um bote em cima do submarino Tupi, navegar amarrado ao periscópio da embarcação à noite, remar até uma determinada distância da costa da Ilha Grande, nadar equipado e, perto da praia, mergulhar para invadir a enseada de Provetá.

De lá, os alunos seguiriam por uma trilha na mata, durante a madrugada, até a enseada do Sítio Forte. Ali, disfarçados de civis, pegariam carona num barco pesqueiro até o ponto onde estava um caiaque militar, para remar até um estaleiro e destruir o dique em que estava sendo construído um submarino nuclear inimigo.

A “faina”, nome dado pelos militares a qualquer atividade ou missão, deu certo. Eles ainda não concluíram o curso, mas podem festejar por já terem passado pelas piores fases. “05″, que fora dali é conhecido como o segundo-sargento Cacildo de Araújo, tem 34 anos.

Em 2006, foi reprovado nos testes de apneia dinâmica. Quis tentar de novo este ano, mas o limite de idade o impedia. Apelou, então, ao Comando da Marinha, que acabou mudando o limite de idade por causa de Cacildo

Fonte: O Globo

CategoriasMarinha, Poder Brasil

O projeto do KC-390

29 de outubro de 2009 Deixe um comentário
O Projeto KC-390
Um projeto além de um avião militar

Nelson Düring

 

Na LAAD de 2007 a EMBRAER anunciou o projeto C-390, um avião de transporte militar baseado em componentes e estruturas da família de jatos BEM-170-190. No caso seriam usados especificamente sistemas e estruturas do BEM-190.

Dois anos após, no dia 14 de Abril de 2009, no primeiro dia da LAAD 2009 a EMBRAER e o Comando da Aeronáutica assinavam o contrato de desenvolvimento do KC-390.

Se uma letra foi adicionada à designação inicial as premissas originais da EMBRAER foram completamente alteradas. De uma oportunidade de negócio da empresa, explorar um nicho do mercado, passou a ser um projeto da Força Aérea Brasileira.

A formalização ocorreu em duas oportunidades. A primeira quando a FAB e a EMBRAER, nas pessoas do seu comandante Brig Juniti Saito e o Diretor-Presidente da EMBRAER Frederico Curado assinaram o documento da formalização do projeto. E na segunda oportunidade no dia 23 de Abril, quando foi publicado no Diário Oficial o tamanho do compromisso com o projeto. (Ver quadro abaixo)

O KC-390

O avião todo foi alterado, em relação à versão inicial. A necessidade de adequar às especificações da FAB assim como agregar mais capacidades levou a que o projeto fosse todo revisado.

As alterações incluíram tanto a parte estrutural, da concepção, como de componentes. Como exemplo as turbinas que precisam agora ser de uma classe de potência superior à usada no EMB 190.

O projeto como apresentado
em 2007 e a atualização de 2009.

Outra alteração significativa foi a da parte dianteira da aeronave. O projeto de uma nova estrutura também permitirá o emprego de aviônicos mais adequados às operações militares. Como dois HUD (Visor Frontal) e telas compatíveis com Óculos de Visão Noturna (NVG) da tripulação.

As alterações podem ser percebidas no desenho abaixo como apresentado em 2007 e o projeto atual em 2009. Liberado da restrição de empregar o máximo possível de componentes do BEM-190 a equipe de projeto pode se dedicar a um projeto militar desde o início.

Assim a alteração da cauda foi um passo lógico permitido mais altura para manuseio de cargas.

O processo de procura do motor, como dos outros sistemas, ocorrerá ao longo dos próximos dois anos, embora o motor, como um dos sistemas principais, deva ser um dos primeiros a serem definidos.

“Estamos em contato com todos os fabricantes que têm produtos na faixa de interesse”, informa .

Os requisitos

Aeronave de transporte tático, com rampa traseira, com capacidade para:

• Transporte de carga paletizada, containers, tropa, veículos etc..
• Lançamento de pára-quedistas e carga, incluindo extração a baixa altura (LAPES)
• Configurável para missões de evacuação aeromédica (+ 80 macas)
• Configurável para aeronave reabastecedora e podendo ser reabastecida em vôo
• Capaz de carregar 1 VBTP-MR, ou 1 LAV-25, ou 1 EE-11 Urutu ou 3 HMMWV ou Marruás
• Aviônica no estado-da-arte, compatível com Óculos de Visão Noturna (NVG), permitindo vôo noturno e diurno em qualquer tempo
• Capaz de operar em pistas curtas e semi-preparadas
• Certificação civil pelo RBHA 25 (FAR Part 25)

O Compromisso da FAB

A publicação no Diário Oficial da União, dia 23 Abr 2009, do Extrato de Inexigibilidade de Licitação Nº 1/2009, mostra um Comando da Aeronáutica lançando uma cuidadosa projeção de gerenciamento, não só para o futuro, mas também muito com o presente.

O Comando da Aeronáutica contrata o desenvolvimento e produção de dois protótipos, mais todas a documentação e ferramental associados, por um valor de R$ 3,028 Bilhões.

As implicações estratégicas deste movimento são inúmeras. Primeiro para o próprio Projeto do KC-X ao indicar um horizonte financeiro e viabilizá-lo sem as agruras e incertezas orçamentárias.

Segundo, fortalecer a EMBRAER e a própria FAB quando em discussões com países e empresas candidatas a parcerias de risco.

Terceiro, a garantia de uma injeção de recursos em um momento crítico com o início próximo das discussões da fase das contrapartidas comerciais dentro do Projeto F-X, onde a EMBRAER tem presença relevante.

E por último e não menos importante sinalizou ao mercado de aviação mundial que o governo brasileiro de uma forma ou outra dentro da legislação atual estará apoiando com créditos para projetos a empresa.

Garante assim as chances de ter projeto competitivo em disputar um mercado de mais de 600 aviões de transporte, na faixa de 20 toneladas, essencialmente antigos Hércules C-130 com mais de 25 anos de uso. Estão em uso por países que não comprometeram-se com projetos como o europeu Airbus A-400M ou já contrataram o C-130J da americana Lockheed Martin.

COMANDO-GERAL DE TECNOLOGIA AEROESPACIAL


EXTRATO DE INEXIGIBILIDADE DE LICITAÇÃO No- 1/2009 No do Processo: 006-08/SDDP. Objeto: Fornecimento de 02 (dois) protótipos da aeronave de transporte militar e reabastecimento (Aeronave KC-X), incluindo a prestação de serviços para o gerenciamento da produção e montagem das aeronaves, entrega da documentação do projeto, relatórios de desenvolvimento e certificação, relatórios de vôos de teste e de avaliação operacional e um pacote de dados de produto. Contratada: EMBRAER S.A.

Autoridade Solicitante:

Maj Brig Ar Dirceu Tondolo Nôro – Pres. da COPAC. Autoridade Ratificadora: Ten Brig Ar Juniti Saito – Comandante da Aeronáutica. Justificativa: realizar missões de transporte aéreo para apoio em calamidades públicas, ajuda humanitária internacional, transporte de pessoal para ações do governo em regiões carentes e apoio aos pelotões de fronteira, às reservas indígenas e às localidades de difícil acesso na região amazônica e reabastecimento em vôo das atuais e futuras aeronaves de caça do acervo da Força Aérea Brasileira.

Valor: R$ 3.028.104.951,07 (três bilhões vinte e oito milhões cento e quatro mil novecentos e cinqüenta e um reais e sete centavos).

Amparo legal caput do artigo 25, da Lei 8.666/93.

Dimensões externas do KC-390

O Cronograma

O cronograma abaixo é um indicativo baseado em contato com representantes da empresa.

Duração do projeto total 7 anos

1ª Fase – Definição de componentes e parcerias – 2 anos
2ª Fase – Detalhamento do Projeto e Produção de 2 Protótipos – total da 1ª e 2ª Fase 5 anos
3ª Fase – Fase de testes e qualificação dos Protótipos – 2 anos

Data alvo para entrega das primeiras unidades de produção é o ano de 2015.

Alguns Dados Comparativos Estimados
  C-130J KC-390
Velocidade cruzeiro km/h 630 + 800
Teto Operacional ft 30,500 36.000
Capacidade de Transporte
macas 74 82
soldados 92 80
pára-quedistas 64 64


O Compromisso da EMBRAER

No documento divulgado na LAAD pela EMBRAER anunciava de forma marcante:

O EMBRAER KC-390 estabelece um novo padrão para aeronaves de transporte militar médias. O KC-390, um bimotor turbofan com excepcional produtividade operacional, tem o menor custo total do ciclo de vida e a maior disponibilidade em sua classe”.

Capaz de ser reabastecido em voo e também de ser rapidamente configurado como avião reabastecedor, o KC-390 usa aviônica no estado da arte, com HUD duplo, e sistema de missão abrangente, incluindo o cálculo preciso do ponto de lançamento de carga (CARP). É dotado de sistema de autoproteção completo e é totalmente compatível com sistemas de visão noturna.

O KC-390 apresenta desempenho de sistema extraordinário e pode operar a partir de pistas curtas e semipreparadas. Um sistema de comandos elétricos de voo (fly-by-wire) com funções otimizadas garante o melhor desempenho de missão e voo seguro com reduzida carga de trabalho da tripulação.

O futuro do transporte aéreo militar chegou: EMBRAER KC-390

Dimensões internas do KC-390

Fonte: Defesanet

Projeto do submarino nuclear brasileiro!

27 de outubro de 2009 Deixe um comentário

A Marinha do Brasil já encontrou o lugar ideal para a construção do complexo industrial naval de onde deve sair, em pelo menos 12 anos, o primeiro submarino nuclear brasileiro. Trata-se de uma área de 95 mil metros quadrados encravada na Ilha da Madeira, às margens da Baía de Sepetiba, litoral sul do Rio. A Marinha negocia a cessão do terreno, próximo ao Porto de Itaguaí, com a Companhia Docas, atual proprietária, enquanto faz os últimos ajustes no projeto. Se forem obtidas as licenças ambientais, serão erguidos ali a nova base da Força de Submarinos da Marinha que atualmente fica em Niterói, e um estaleiro de grandes proporções, capaz de abrigar as dimensões da futura linha de produção da prioridade número um da Marinha.

No caminho para desenvolver o casco do submarino nuclear, a Marinha vai construir quatro submarinos convencionais, de propulsão diesel-elétrica, do modelo francês Scorpène. Eles integram o pacote do acordo militar assinado entre Brasil e França no fim de 2008, durante a vista do presidente francês, Nicolas Sarkozy, ao Brasil. Vão se juntar à atual frota nacional de cinco submarinos da classe Tupi, construídos com tecnologia alemã.

O convênio de transferência da tecnologia do Scorpène também contempla o financiamento de um grupo de instituições financeiras francesas para todo o projeto, cujo valor ainda não foi fechado. É o que falta para que a Marinha comece a executar o plano. “Atualmente estamos na fase de pré-planejamento, acompanhando as discussões contratuais”, disse ao Estado o almirante de esquadra reformado José Alberto Accioly Fragelli, convocado em setembro pelo comandante da Marinha, Júlio de Moura Neto, para coordenar o Programa de Desenvolvimento do Submarino com Propulsão Nuclear. 

Ex-chefe do Estado Maior da Armada, Fragelli negociou a compra do porta-aviões São Paulo da França, em 2000. Empolgado com a retomada da construção de submarinos brasileiros – o último, Tikuna, saiu do Arsenal de Marinha em 2006 – ele explica que a troca da plataforma alemã pela francesa é o passaporte para o casco do veículo nuclear.

Além de ter sensores e sonares mais modernos do que os Tupi, o Scorpène tem o formato arredondado inspirado no nuclear francês, o que favorece a operação a profundidades maiores. O que muda no caso do nuclear é o tamanho. Enquanto o convencional tem 6,3 metros de diâmetro e desloca 1,4 mil toneladas, o nuclear precisará de 9 metros para abrigar o reator nuclear e deslocar 6 mil toneladas.

Tempo de construção de um submarino nuclear, em meses.

Por isso a Marinha decidiu construir um novo estaleiro, já que o do Arsenal de Marinha, na Baía de Guanabara, não pode abrigar a linha de montagem de um casco tão grande. Fragelli acredita que as formalidades do financiamento e as licenças ambientais serão definidas ainda este ano. Assim, o complexo naval e o primeiro Scorpène poderão começar a sair do papel no primeiro semestre do ano que vem. Dois anos depois, entra em construção simultânea o segundo. O terceiro e o quarto, iniciam os trabalhos com intervalo de um ano e meio. Mantido o cronograma, o primeiro sairá do estaleiro em 2015 e o último em 2021.

CategoriasMarinha, Poder Brasil

Ficha técnica do A-29 Super Tucano – Embraer EMB-314

27 de outubro de 2009 2 comentários

Ficha Técnica (EMB-314 Super Tucano)

Especificações

 Dimensões

  • Envergadura: 11,14 m
  • Comprimento: 11,30 m
  • Altura: 3,97 m

Pesos

  • Vazio: 3.200 kg
  • Máximo de decolagem: 5.400 kg
  • Carga de combate máxima: 1.550 kg (cargas externas/munições)
  • Tripulação: 1 piloto no monoposto ou 2 (1 piloto + 1 operador de sistemas/aluno) no biposto

 Desempenho

  • Velocidade máxima nivelada: 590 km/h (limpo)
  • Velocidade de cruzeiro: 520 km/h
  • Velocidade de estol: 148 km/h
  • Alcance de traslado: 1.445 km (combustível interno) e 2.855 km (com tanques externos)
  • Teto de serviço: 10.665 m
  • Autonomia: 3,4 h (combustível interno) e 8,4 h (com tanques externos)
  • Raio de combate: 550 km (Hi-Lo-Hi)
  • Distância de decolagem / pouso: 900 m / 860 m

Estrutura

  • Fatores de carga: +7 G / -3,5 G
  • Pressurização: 5 psi
  • Vida de fadiga: 12.000 h (combate típico) e 18.000 h (treinamento típico)
  • Parabrisa: Resistente ao impacto de pássaros de 1,8 kg a 555 km/h

Armamentos

  • Metralhadoras: (2x) FN Herstal M3P de 12,7 mm (.50 in) (internas nas asas)
  • Canhões: (1x) pod de canhão de 20 mm (sob a fuselagem)
  • Foguetes: (4x) pods de lança-foguetes de 70 mm
  • Bombas: Mk 81 ou Mk 82 (emprego geral); BLG-252 (lança-granadas); Lizard ou Griffin (guiadas por laser)
  • Mísseis ar-ar: (2x) AIM-9L; MAA-1 Piranha (homologado); Python 3 ou Python 4
  • Mísseis ar-superfície: (2x) AGM-65
  • Estações de armas: possui um total de 5 pontos (dois em cada asa e um sob a fuselagem)

 Propulsão

  • Motor: 1 turboélice Pratt & Whitney Canada PT6A-68C de 1.600 shp de potência, controlado por computador FADEC (Full Authority Digital Engine Control)
  • Hélice: 1 hélice Hartzell pentapá de 2,38 m de diâmetro

 Sistemas e equipamentos

  • Cabina blindada
  • CMFD / HUD / UFCP / HOTAS
  • OBOGS (sistema de geração de oxigênio)
  • Rádio V/UHF M3AR Série 6000 (sistema datalink de transmissão e recepção de dados seguro)
  • FLIR AN/AAQ-22 StarSAFIRE II (sensor ótico e infravermelho)
  • NVG ANVIS-9 (óculos de visão noturna)
  • CCIP / CCRP / CCIL / DTOS (sistemas de controle de tiro)
  • HMD (visor montado no capacete) (opcional)[5]
  • Laser Range Finder (telêmetro laser) (opcional)
  • Chaff & flare (sistema de autodefesa) (opcional)
  • Sistema de treinamento virtual de armamentos e sensores
  • Câmara e gravador de vídeo digital
  • Stormscope WX-1000E (sistema de mapeamento meteorológico)
  • INS / GPS (sistema integrado de navegação)
  • Piloto automático
  • Assento ejetável Martin Baker Mk 10LCX zero/zero
  • Freio de mergulho
  • Ar condicionado
  • Farol de busca
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